Antigo Parque de Exposições do Menino Deus

Antigo Parque de Exposições do Menino Deus
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Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
Médico,formado pela antiga Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre. Pesquisador fotográfico há mais de 50 anos. Atualmente participa como colunista do Jornal da Pampa na TV Pampa onde, nas sextas-feiras às 19:00hs, apresenta o quadro "Uma História Fotográfica".

FOTO ADIVINHAÇÃO

FOTO ADIVINHAÇÃO

Hoje estamos postando uma nova "Foto Adivinhação" e dando o resultado da anterior.

A resposta correta era: O Antigo Chalé da Praça XV

A imagem que estamos postando hoje é de uma importante avenida de POA . Como dica podemos dizer que está situada em uma zona da cidade onde historicamente residiam muitas famílias tradicionais e abastadas da sociedade


Que avenida é essa?


Os acertadores receberão uma foto brinde, em alta definição e que poderá ser ampliada e enquadrada se assim desejarem.

Participe , voce pode tentar várias vezes até acertar

Mande sua resposta para:

ronaldomarcos.bastos@gmail.com

sábado, 6 de setembro de 2014

FOTO ADIVINHAÇÃO


     No Jornal da Pampa desta sexta-feira - 05.09.2014 - apresentamos uma retrospectiva dos 113 anos da Exposição Agropecuária do Rio Grande do Sul, hoje "Expointer" e cujas origens remontam ao inicio do Século XX e ocorrem até os dias de hoje como uma das grandes feiras da América Latina.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

150 Anos de Água Encanada em Porto Alegre

      No Jornal da Pampa do dia 25 de julho de 2014, mostramos um pouco da história da primeira hidráulica de Porto Alegre que a partir de 1864 começou a ser implantada. Um ano depois - 1865 - já tinha instalado centenas de metros de canos que levavam água até as residências da cidade antiga. Foi demolida em 1924 para dar lugar ao antigo Auditório Araújo Viana ao lado da Praça da Matriz. No mesmo local, atualmente, situa-se o edifício do Parlamento Gaúcho.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Da Velha Baixada ao Estádio Olímpico Monumental

      No Jornal da Pampa do dia 09 de julho de 2014 apresentamos  um pouco da história da construção e da inauguração do Estádio Olímpico do Grêmio Futebol Portoalegrense na década de 50.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

No Jornal da Pampa ( Sextas-feiras as 19:00h na TV Pampa - Canal 4 de POA) apresentamos mais um quadro relativo aos primórdios do futebol em Porto Alegre. O "Fortim da Baixada" - O Primeiro Estádio de Porto Alegre foi o tema deste último programa.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

     No Jornal da Pampa deste dia 19 de junho de 2014 apresentamos um quadro mostrando um pouco do que foi a Copa de 1950 em Porto Alegre.

sábado, 31 de maio de 2014

      Nesta sexta-feira, 30 de maio de 2014, no Jornal da Pampa (TV Pampa-Canal 4) apresentamos algumas imagens relativas a história de José Ramos - O Linguiceiro da Rua do Arvoredo - cujos crimes ocorreram nesta mesma época a 150 anos atrás em Porto Alegre.

sábado, 24 de maio de 2014

Antigos Cartões Postais de Porto Alegre

      No Jornal da Pampa  (TV Pampa -Canal4) do dia 23 de maio de 2014, apresentamos um quadro no qual mostramos alguns cartões postais antigos de POA.

terça-feira, 25 de março de 2014

Da Velha Casa de Correção ao Presídio Central de Porto Alegre

A Construção
      Quando  Luis Alves de Lima e Silva - O Duque de Caxias - assumiu a presidência do estado em 1842, já encontrou autorizada a construção de uma nova cadeia pública para a  cidade. Esta  autorização  tinha sido dada já em 1831  mas a  Revolução Farroupilha impediu o início das obras. Ainda dentro de seu primeiro governo (1842-1846) Caxias  inicia as obras  que tiveram uma  primeira fase concluída  somente em 1855 com a transferência de aproximadamente 200 presos. A conclusão das obras ocorreu  somente em 1864 mas,  segundo  alguns historiadores, o projeto original jamais chegou a ser totalmente completado. As obras tiveram como construtor João Batista Soares da Silveira e Souza na época, o maior empreiteiro da cidade 

      O Duque de Caxias (E) e João Batista Soares da Silveira e Souza (D)

     Mapa da cidade de Porto Alegre no ano de 1833. Observar que a Casa de Correção ainda não aparecia no registro.
     Neste mapa de 1888 a Casa de Correção já aparece registrada (assinalada pela seta vermelha)

Nesta aquarela de Herrmann Rudolf Wendroth feita em 1852 a Casa de Correção aparece bem à direita na ponta da península.
Fotografia tomada pelos Irmãos Ferrari em 1895 desde as ilhas fronteiras  e na qual a Casa de Correção se salienta bem na ponta da península à direita.

A Progressiva Degradação da Casa de Correção

Com o passar das décadas, aquela que havia sido saudada como a "nova cadeia" da cidade já que a anterior - desativada e demolida em 1841- era insalubre e degradante, foi também vítima do descaso histórico de sucessivos governantes. Os jornais, em sucessivos artigos dos editores, denunciavam diferentes tipos de atrocidades e maus tratos além das péssimas condições prisionais da Casa de Correção.
                                                        - Clique para ampliar -
   Artigo do jornalista Octaviano M. de Oliveira (foto anexa) em seu jornal "Gazetinha" no qual denunciava a situação precária da Casa de Correção na edição de 11 de julho de 1897
                                                                - Clique para ampliar -
       A reportagem no Correio do Povo em sua edição de 19 de junho de 1947 denuncia a situação da Casa de Correção e declara que o governo estadual teria determinado construção imediata de uma nova penitenciária que viria a ser o atual Presídio Central de Porto Alegre, para nossa tristeza e vergonha, atualmente o pior dos presídios brasileiros .

Na Casa de Correção Alguns Presos Trabalhavam

     Na velha Casa de Correção alguns presos podiam trabalhar nas oficinas que foram montadas ainda no Século XIX. Existiam oficinas de artes gráficas, serralheria, marcenaria, carpintaria, sapataria e alfaiataria. Depois, já no final do Século XIX e início do Século XX, foram inseridos os cursos de padaria e telas de arame.
     A produção destas oficinas tinha como destino o comércio e a indústria locais e do total arrecadado, uma parte ficava com o governo do Estado, uma outra com o "Cofre dos Órfãos do Estado" e uma terceira parte reservada para o custeio do processo do condenado. Nenhum valor era repassado diretamente ao preso, mas se houvesse necessidade comprovada, uma parcela era paga aos seus familiares. Havia uma rigorosa seleção dos que podiam trabalhar nas oficinas. A seleção passava  por  bom comportamento, além da demonstração de vontade e habilidade para a função.
  Nos documentos existentes no Arquivo Público do RGS referentes a antiga Secretaria dos Negócios do Interior e Exterior, consta o registro de que durante a grande greve geral ocorrida em 1919 a padaria da Casa de Correção foi fundamental no suprimento de pão e biscoitos para os portoalegrenses.
     Fotografia aérea tomada por volta de 1952 e na qual aparecem as oficinas que ficavam situadas na parte de trás do terreno nas margens do Guaíba.
                                   Fotografia do interior da oficina de serralheria - 1915
             Nas duas fotografias acima, detalhes das oficinas de Carpintaria - 1916
                                               Detalhe da oficina gráfica - 1920
     Um preso carrega um cesto de pão escoltado por um guarda. A fotografia não tem data determinada mas, suponho,  pode ter  sido tomada na  época  da greve geral  de 1919  isto porque,  não era permitido aos  presos  sairem  para realizar  entregas  em domicílios e ou padarias.

Algumas Vistas da Casa de Correção Através dos Tempos

Duas fotografias, tomadas do Guaíba,  que mostram a Casa de Correção e sua localização. Na fotografia superior -1913-  aparece parte do edifício principal  e as muralhas que separavam o terreno na margem do Guaíba. Observar a chaminé existente no interior e que era de uma pequena usina à carvão que servia para movimentar as oficinas e outros serviços internos da velha cadeia.
Na fotografia inferior -1930-  aparece a recém construída Usina do Gasômetro ainda sem a sua simbólica chaminé que somente seria concluída no final de 1937.
  Fotografia, colorizada eletronicamente, tomada em 1895 por Herr Colembusch mostrando a parte fronteira do edifício principal no terreno que separava o mesmo das muradas fronteiras.
 Fotografia, colorizada eletronicamente,tomada por volta de 1910, mostrando também a parte da frente do edifício principal. A parte do telhado que aparece à direita é do edifício da administração do presídio e que se situava paralelamente aos muros que davam frente para a Rua Riachuelo.
Fotografia de Virgilio Calegari tomada em 1904
   Estas duas fotografias, colorizadas eletronicamente, mostram em detalhes a verdadeira "fortaleza" que era a antiga Casa de Correção. Nos cantos das muradas ficavam as guaritas dos sentinelas (foto abaixo). Na fotografia à direita aparece em detalhes o pesado portão central construído ainda na época da inauguração.
Fotografia da Esquerda - 1950
Fotografia da Direita - 1895
Fotografia de Baixo - 1935
Fotografia mostrando quase toda a extensão da murada fronteira - 1935
 
    Nas duas fotografias acima, ambas colorizadas eletronicamente, aparece o conjunto do edifício principal. Na fotografia superior - 1922 - aparece em primeiro plano o canteiro de obras da construtora do cais do porto que, na época, iniciava as obras. Este canteiro se localizou onde ficava a antiga Praça da Harmonia que foi ocupada para este fim. A rua que aparece cruzando em diagonal é a dos Andradas (rua da Praia).
     A fotografia inferior foi tomada do alto de uma das torres da igreja das Dores em 1915. A rua que aparece cruzando a fotografia é a Riachuelo e observem que, ao fundo, ainda não se encontrava aterrada a área onde seria construída a Usina do Gasômetro.

Incêndio e Demolição

    Na noite do dia 28 de novembro de 1954, por volta das 19:00h os presos atearam fogo no edifício principal da Casa de Correção. Apesar de sua estrutura extremamente forte, o fogo danificou praticamente todo o telhado e toda a estrutura interna dos andares superiores e parte do inferior. Após o sinistro, o presídio funcionou de forma precária até 1961 quando os últimos presos  foram transferidos para outros presídios inclusive para o atual Presídio Central de Porto Alegre que já se encontrava concluído. No dia 26 de abril de 1962 o então governador Leonel de Moura Brizola acionou pessoalmente a chave de detonação de dinamite que iniciou a demolição. Apesar da explosão e do ruído, as paredes ficaram de pé e pouco se notava externamente. Somente  no dia 11 de maio de 1967 a última parede da velha cadeia foi posta abaixo colocando fim a uma existência de 112 anos. Curiosamente, o engenheiro responsável pela demolição foi José Antonio Dib que anos depois viria a ser vereador por várias legislaturas e prefeito da cidade.
      Estas duas fotografias acima foram tomadas na noite do grande incêndio do dia 28 de novembro de 1954. Em ambas se observa a intensidade das chamas que tomavam conta de todo o andar superior e boa parte do inferior.
Aspecto da parte interna em fotografia tomada nos dias que se seguiram ao grande incêndio. Fotografia da Revista do Globo
A mesma Revista do Globo em sua edição do dia 11 de dezembro de 1954 tinha como manchete de reportagem a frase acima. Ela mostra o quanto os portoalegrenses desejavam o fim daquela que  se denominava "Masmorra Medieval"


Vista aérea tomada alguns dias após o incêndio. Nela é possível observar a destruição de quase todo o telhado e do andar superior
 As duas fotografias acima, tomadas em 1967 mostram a Casa de Correção na etapa final de sua demolição. Na fotografia de cima o telhado de todo o edifício principal já tinha sido removido e na foto inferior,  parte das grossas paredes (com aproximadamente 1,5m de largura) estavam sendo demolidas
                                                    - Clique para ampliar -
     A fotografia de cima mostra as últimas paredes a serem demolidas. Pela imagem se observa bem a solidez desta construção imperial. Segundo depoimentos do Eng, José Antonio Dib, que coordenou a demolição, cada tijolo pesava em torno de 11Kg.
    Na fotografia de baixo a manchete do Correio do Povo no dia seguinte ao término do processo de demolição da velha Casa de Correção.
    Vista aérea tomada na década de 80, alguns anos depois da total demolição da Casa de Correção e limpeza do terreno. O alinhamento de rua que aparece na fotografia é hoje a avenida presidente João Goulart que passa em frente a Usina do Gasômetro que também aparece na fotografia

O Presídio Central de Porto Alegre é Muito Pior do Que a Velha "Masmorra Medieval"

Certamente motivo de vergonha para todos os gauchos é saber que todos os setores vinculados ao Judiciário e também organismos internacionais consideram o Presídio Central como o pior do Brasil. Inaugurado para ser uma casa prisional de passagem, pelo descaso e incompetência de sucessivas gestões estaduais, acabou se transformando em um local que não existe similar no resto do Brasil. Certamente uma página vergonhosa de nossa história. As legendas são absolutamente dispensáveis.


Fotografias de Presidiários
     Em 2006 os pesquisadores Pedro e Bia Corrêa do Lago, descobriram uma fantástica coleção de fotografias guardadas pela Princesa Isabel e pelo  Conde D’Eu no castelo em que o casal viveu na França após o exílio em 1889. Mais de 1.000 fotografias estavam guardadas e preservadas em um baú de ferro provavelmente intocado por mais de um século. Nesta coleção havia um álbum denominado “Álbum dos Detentos” e no qual estava mais de uma centena de fotografias de presidiários devidamente identificados pelos nomes, penas e delitos.
     A preciosa coleção gerou um belíssimo livro, publicado em 2008, com o título “Coleção Princesa Isabel – Fotografia do Século XIX”. Deste, retiramos algumas fotografias de detentos e, anexamos a estas, duas de nossa coleção que retratam presidiários da Casa de Correção de Porto Alegre.

Fotografias da Coleção Princesa Isabel

Antonio Moreira Campos
Candido Manoel  Vieira do Amaral
Francisco Pereira Sales
José Pereira Mendes
Pedro Gonçalves Dias
João Monteiro Serrador
 
Verso de duas fotografias de detentos da Coleção Princesa Isabel

Fotografias de Presidiários da Casa de Correção de Porto Alegre

Acima a fotografia do presidiário Pedro Sebastião Brito de autoria do fotógrafo  Luis Guilherme Willisich de Porto Alegre - 1880 aproximadamente.
Fotografia do presidiário Francisco Inácio Miranda em 1892. Não conseguimos apurar a autoria


Nota: as fotografias dos presidiários de Porto Alegre são de minha coleção particular e vieram juntamente com o acervo de João Faria Viana adquirido de sua família em 1980.



sábado, 15 de março de 2014

Imagens Estereoscópicas da Antiga Porto Alegre

    No Jornal da Pampa do dia 14 de março de 2014 apresentamos um quadro sobre algumas imagens estereoscópicas feitas em Porto Alegre. No mesmo programa mostramos rapidamente alguns dos fundamentos das fotografias estereoscópicas.


Outras Fotografias Estereoscópicas de Porto Alegre

     Esta fotografia estereoscópica, tomada pela Fotografia Ferrari em 1885 (aprox), mostra o Farol de Itapuã na entrada da Lagoa dos Patos.
     Fotografia estereoscópica  tomada por Otto Schönwald em 1900 (aprox) mostrando a antiga Sociedade Schütz Verein que se situava onde hoje está a Sociedade União do Caixeiros e Viajantes em frente ao Parcão em Porto Alegre.
     Esta fotografia de Luis Terragno mostra a Praça da Harmonia por volta de 1865. Terragno foi o primeiro fotógrafo a utilizar a estereoscopia em Porto Alegre.

Fotografias Estereoscópicas da Família Imperial Brasileira
     
     D.Pedro II foi um dos maiores incentivadores do desenvolvimento  e expansão da fotografia no Brasil tanto que chegou a adquirir equipamentos para daguerreotipia transformando-se, em 1840, no primeiro fotógrafo brasileiro. A família imperial brasileira deixou uma enorme coleção de fotografias e nela encontram-se alguns estereoscópios. Alguns deles estamos mostrando abaixo.
 D.Pedro aos 29 anos - Revert Henrique Klumb - 1855
 Palácio Imperial do Paço - RJ - Revert Henrique Klumb - 1870
 Palácio Imperial de Petrópolis - RJ - Revert Henrique Klumb - 1870
 Palácio Imperial de São Cristovão - RJ - Revert Henrique Klumb - 1870
 Palácio Imperial das Laranjeiras - RJ - Revert Henrique Klumb - 1880
 Salão de recepções do Palácio das Laranjeiras - RJ - Revert Henrique Klumb - 1880
 As Princesas Isabel, Leopoldina e uma menina não identificada - RJ - Revert Henrique Klumb - 1870
 Princesa Isabel e Conde D'Eu em carruagem no palácio Laranjeiras - RJ - Revert Henrique Klumb - 1880
 Familia Imperial em visita as cataratas do Niagara -USA - S.J.Mason - 1876
Fotografia da Colonia D.Pedro II - MG - Revert Henrique Klumb - 1880
Nota: o homem que aparece na foto deve ser o próprio Klumb

Fotografias Estereoscópicas de Outras Localidades

 Um acidente de transito numa rua de Paris - 1895
 A praia de Icaraí em Niterói-RJ - 1910
 A fonte nos Jardins de Luxemburgo - Paris - 1895
 O Jardim Pinto de Lima - Niterói-RJ - 1910
 Peça de Teatro - Paris - 1895
 Cais de Embarque em Castle Garden - USA - 1920
 O Rio Hudson e West Point - Nova Iorque - 1920
Monumento ao soldado desconhecido - Cemitério de Arlington - 1946
 Colocação de cabo submarino no Oceano Atlântico -1858
 Escola de Belas Artes - Rio de Janeiro - 1918
Fotografia estereoscópica da Lua  de Warren de La Rue- Inglaterra -1869

Algumas Câmeras e Visores Utilizados em Estereoscopia

Nas duas fotografias acima observamos modelos  de câmeras estereoscópicas de madeira e ainda sem disparador. A focalização era feita com auxílio de um pano escuro que o fotógrafo utilizava para cobrir a cabeça. Foram utilizadas entre as décadas de 50 e 70 do Século XIX e utilizadas somente por profissionais já que, nesta época, a fotografia ainda não tinha se popularizado
   Câmera esteroscópica do tipo "caixote" e utilizada entre a primeira e a terceira década do Século XX. O filme era em rôlo (620) e eram bastante populares. Tinham preço acessível e, certamente, foram responsáveis por milhares de fotografias estereoscópicas até hoje preservadas. O modelo acima é uma Agfa.
     Modelo de câmera estereoscópica utilizada nas primeiras décadas do Século XX. Mais sofisticadas do que o modelo anterior, utilizavam chapas e ou filmes em rolo. Os resultados obtidos eram de boa qualidade e, geralmente, eram utilizadas por profissionais. O modelo acima é uma Voigtlander.
   Camera Estereoreflectoscópica produzida pela Voigtlander a partir de 1913. Tinha um visor reflex que permitia a focalização juntamente com as lentes objetivas. Utilizava negativos de vidro que ficavam situados em uma gaveta na parte de trás da câmera.
   Estereo Realist Camera produzida nos EUA a partir de 1945. Utilizava filmes de 35mm o que fez com que obtivesse grande aceitação principalmente entre turistas.


    Câmera esteroscópica modelo "Sputnik" de fabricação russa e utilizada durante as décadas de 50 e 60 do Século XX. Pouco prática e bastante pesada , foram poucas as unidades que chegaram ao Brasil. Atualmente é uma raridade colecionável.

     Na fotografia acima aparecem dois visores para fotografias esteroscópicas. Na foto da esquerda um modelo de luxo geralmente utilizado pela nobreza e fabricado por volta de 1880. Na fotografia da direita um modelo mais popular e que foi bastante utilizado durante várias décadas do Século XX.
     Na Fotografia da esquerda podemos observar um tipo de visor estereoscópico que possuia uma lente central maior para servir como lupa na observação de fotografias não estereoscópicas além do visor estereo. Bastante prático, podia ser fechado e guardado como  uma caixa. 
   Na fotografia da direita um modelo bastante sofisticado e que consistia de uma caixa onde se podia acondicionar várias fotografias estereoscópicas e, através de um rotor lateral e um sofisticado mecanismo interno (fotografia abaixo), ir passando uma a uma em sequência. Custavam muito caro na época e foram produzidos durante as últimas duas décadas do Século XIX e primeiras tres do Século XX. São peças raríssimas.